Feridas na perna que persistem por semanas ou meses indicam um problema de circulação. Na Clínica IVES, em Itajubá, não tratamos apenas a ferida — tratamos a causa, atuando na veia ou artéria doente para fechar a lesão de forma definitiva.
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Por que a úlcera aparece? (Causas)
As úlceras crônicas de membros inferiores surgem quando a circulação não consegue levar oxigênio e nutrientes suficientes para a pele, impedindo a cicatrização normal.
A causa mais comum é a úlcera venosa, responsável por cerca de 70% dos casos. Está associada a varizes não tratadas, inchaço crônico, escurecimento da pele e sensação de peso nas pernas. A ferida costuma surgir no tornozelo e evoluir lentamente.
Já a úlcera arterial ocorre por falta de sangue (isquemia). Costuma causar dor intensa, principalmente à noite, apresenta bordas mais secas e pode piorar rapidamente se não houver revascularização adequada.
Em alguns pacientes, há causa mista ou associação com diabetes, o que torna o tratamento ainda mais complexo e exige acompanhamento especializado para evitar infecções e amputações.
O perigo de não tratar a úlcera adequadamente
Ignorar ou tratar apenas com soluções paliativas traz riscos importantes. A ferida tende a aumentar de tamanho, aprofundar e tornar-se cada vez mais dolorosa. Infecções recorrentes, como erisipela, são frequentes e podem exigir internações.
Além do impacto físico, a úlcera crônica afeta diretamente a qualidade de vida. Dor constante, secreção, odor desagradável e dificuldade para caminhar geram isolamento social, afastamento do trabalho e sofrimento emocional. Quanto mais tempo a ferida permanece aberta, mais difícil se torna o tratamento definitivo.
Como é planejado o tratamento das úlceras?
A avaliação investiga a causa da ferida, a circulação, sinais de infecção e fatores como diabetes, pressão sobre a área e condições nutricionais. O ultrassom vascular pode ser solicitado conforme a suspeita clínica.
O cuidado pode incluir coberturas especializadas e tratamento das alterações arteriais ou venosas. A terapia por pressão negativa pode ser considerada em lesões selecionadas.
A compressão, incluindo a bota de Unna, pode ser indicada em úlceras venosas após avaliação da circulação arterial e de possíveis contraindicações. Não deve ser aplicada indiscriminadamente.
A oxigenoterapia hiperbárica pode complementar o tratamento em situações específicas. Ela não substitui os curativos, o controle de infecção ou a revascularização quando necessária. A cicatrização e o tempo de cuidado variam conforme a causa e as condições do paciente.
FAQ - Perguntas Frequentes
Úlceras crônicas raramente cicatrizam sem intervenção médica, pois a causa circulatória continua ativa.
Geralmente não. O movimento, associado à compressão adequada, ajuda a melhorar o retorno venoso.
