Oxigenoterapia Hiperbárica: como funciona na prática
Postado em: 20/02/2026

A oxigenoterapia hiperbárica é utilizada no tratamento de feridas de difícil cicatrização, complicações vasculares e outras condições médicas específicas. Apesar de estar presente na prática clínica há décadas, ainda desperta dúvidas sobre seu funcionamento, indicações e segurança.
Se você busca entender melhor como essa terapia funciona, o que acontece durante uma sessão e em quais situações ela pode ser indicada, este conteúdo vai esclarecer os principais pontos.
O que é a Oxigenoterapia Hiperbárica?
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento em que o paciente respira oxigênio puro a 100% dentro de uma câmara pressurizada, sob pressão superior à pressão atmosférica normal.
A terapia faz parte da medicina hiperbárica, área que estuda os efeitos do oxigênio sob alta pressão no organismo. Trata-se de um tratamento médico com indicações clínicas específicas, não sendo um procedimento estético nem voltado para bem-estar geral.
As câmaras hiperbáricas podem ser individuais ou coletivas. Nas câmaras individuais, o paciente realiza a sessão sozinho, permitindo maior controle das condições do tratamento.
Como funciona a Oxigenoterapia Hiperbárica no organismo?
Em condições normais, o oxigênio é transportado pelo organismo principalmente pelas hemácias. Durante a oxigenoterapia hiperbárica, o aumento da pressão dentro da câmara permite que uma quantidade muito maior de oxigênio se dissolva diretamente no plasma sanguíneo.
Com isso, a oferta de oxigênio para os tecidos aumenta significativamente, inclusive em regiões com circulação comprometida que normalmente receberiam menos oxigênio.
Entre os principais efeitos da terapia estão:
- Estímulo à formação de novos vasos sanguíneos;
- Favorecimento da cicatrização de feridas complexas;
- Auxílio no combate a determinados tipos de infecção;
- Redução do edema em tecidos lesionados.
Por que o aumento da pressão faz diferença?
Quanto maior a pressão dentro da câmara, maior a quantidade de oxigênio que consegue se dissolver no plasma sanguíneo.
Esse aumento permite que o oxigênio alcance áreas com circulação reduzida, como tecidos ao redor de feridas crônicas, com problemas de circulação ou regiões afetadas por infecções graves. Com mais oxigênio disponível, o organismo encontra melhores condições para ativar seus mecanismos naturais de reparação e defesa.
Para quais situações a Oxigenoterapia Hiperbárica costuma ser indicada?
A medicina hiperbárica possui indicações clínicas bem estabelecidas. Entre as situações mais frequentes estão:
- Feridas crônicas, como úlceras diabéticas e úlceras venosas que não respondem adequadamente ao tratamento convencional;
- Pé diabético com comprometimento tecidual;
- Complicações decorrentes da radioterapia;
- Intoxicação por monóxido de carbono;
- Infecções graves de tecidos moles;
- Osteomielite crônica, uma infecção óssea de difícil tratamento.
É importante lembrar que a indicação deve ser sempre individualizada. Nem toda ferida ou condição clínica apresenta benefício com a oxigenoterapia hiperbárica.
O que o paciente pode esperar durante uma sessão?
A experiência dentro da câmara hiperbárica costuma ser mais simples do que muitas pessoas imaginam.
Durante uma sessão:
- O paciente entra na câmara e se acomoda confortavelmente;
- A pressão é aumentada de forma gradual e controlada;
- É comum sentir uma leve pressão nos ouvidos durante a pressurização, semelhante à sensação experimentada em viagens de avião;
- A equipe orienta técnicas simples para aliviar esse desconforto;
- A duração da sessão varia conforme o protocolo definido pelo médico responsável – o mais comum é de 60 a 90 minutos;
- Todo o procedimento acontece com acompanhamento profissional.
O ambiente permanece monitorado durante toda a sessão para garantir segurança e controle adequado do tratamento.
Quando procurar avaliação para Medicina Hiperbárica?
Pacientes com feridas que não cicatrizam, úlceras diabéticas, infecções persistentes ou complicações vasculares podem se beneficiar de uma avaliação especializada em medicina hiperbárica.
A oxigenoterapia hiperbárica não é indicada para todos os casos. Os benefícios dependem do diagnóstico correto e da identificação de situações em que o aumento da oxigenação dos tecidos pode contribuir para a recuperação.
Por isso, a avaliação médica é fundamental para definir se o tratamento faz sentido dentro do plano terapêutico de cada paciente.
FAQ – Perguntas Frequentes
A oxigenoterapia hiperbárica dói?
Não. O procedimento é indolor. A sensação mais comum é uma leve pressão nos ouvidos durante a pressurização da câmara, semelhante ao que ocorre em viagens de avião. Quando necessário, a equipe orienta medidas simples para minimizar esse desconforto.
Quantas sessões costumam ser necessárias?
O número de sessões varia de acordo com a condição clínica, a extensão do problema e a resposta individual ao tratamento. O protocolo é definido pelo médico responsável após avaliação detalhada.
Qual a diferença entre o oxigênio comum e o usado na câmara hiperbárica?
No ar ambiente, o oxigênio representa cerca de 21% da composição atmosférica. Na câmara hiperbárica, o paciente respira oxigênio a 100% sob pressão elevada.
Essa combinação permite que uma quantidade muito maior de oxigênio se dissolva no plasma sanguíneo, favorecendo a chegada desse gás a tecidos com circulação comprometida.
Avaliação especializada em Oxigenoterapia Hiperbárica
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento médico com indicações específicas e que deve ser conduzido com acompanhamento especializado.
Pacientes com feridas de difícil cicatrização, complicações relacionadas ao diabetes, infecções complexas ou outras condições com potencial indicação podem se beneficiar de um acompanhamento integral.
Uma análise médica criteriosa é o que permite identificar se a terapia pode contribuir para o tratamento e como ela deve ser integrada às demais abordagens. Agende uma avaliação na Clínica IVES.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
