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Insuficiência Venosa Crônica tem cura? Entenda o diagnóstico e os próximos passos

Postado em: 30/01/2026

Insuficiencia Venosa Crônica, tem cura?

Quando os sintomas nas pernas começam a se tornar frequentes — como inchaço, sensação de peso, cansaço ou aparecimento de varizes — é natural surgir a dúvida: isso tem cura?

A insuficiência venosa crônica (IVC) não tem cura definitiva, porque está relacionada ao funcionamento das veias e das válvulas venosas. No entanto, pode ser controlada com eficácia quando identificada precocemente e tratada de forma adequada.

Neste conteúdo, você vai entender como a doença se desenvolve, quais sintomas merecem atenção, como é feito o diagnóstico e quais são os próximos passos após a confirmação do quadro.

O que é Insuficiência Venosa Crônica e quando ela merece investigação?

A insuficiência venosa crônica acontece quando as válvulas das veias das pernas deixam de funcionar corretamente.

Essas válvulas ajudam o sangue a retornar ao coração. Quando perdem essa função, parte do sangue volta na direção contrária e se acumula nas veias, provocando o chamado refluxo venoso.

Com o tempo, esse aumento de pressão favorece o surgimento de varizes, inchaço, alterações na pele e outras complicações.

Nem todo desconforto nas pernas indica uma doença venosa. Porém, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou progressivos, a avaliação com um cirurgião vascular é recomendada.

Quais sintomas são mais comuns na insuficiência venosa crônica?

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença.

Nos quadros iniciais, os mais comuns são:

  • Edema nas pernas, principalmente nos tornozelos e pés ao final do dia;
  • Sensação de peso, cansaço ou dor nas pernas;
  • Coceira ou sensação de queimação;
  • Cãibras noturnas;
  • Varizes aparentes.

Nos casos mais avançados, podem surgir:

  • Escurecimento da pele próximo aos tornozelos;
  • Endurecimento da pele e do tecido subcutâneo;
  • Úlceras venosas, geralmente localizadas na região dos tornozelos.

Esses sinais indicam uma doença mais avançada e devem ser avaliados o quanto antes.

Como o cirurgião vascular avalia a insuficiência venosa crônica?

A avaliação começa pela anamnese detalhada: o médico pergunta sobre o tempo e a frequência dos sintomas, histórico familiar de varizes ou trombose, episódios anteriores de trombose venosa profunda, uso de medicamentos e fatores de risco como obesidade, gravidez ou longos períodos em pé.

Em seguida, realiza o exame físico: inspeção das varizes, avaliação do edema, verificação de alterações na pele e palpação das veias comprometidas. Essa etapa já fornece informações importantes sobre a extensão e a gravidade do quadro.

A combinação entre a história clínica e o exame físico orienta a solicitação dos exames complementares, além de definir se há indicação de investigação mais aprofundada.

Quais exames confirmam o diagnóstico de insuficiência venosa crônica?

O principal exame utilizado é o ultrassom Doppler venoso. Trata-se de um exame não invasivo que permite visualizar o fluxo sanguíneo nas veias das pernas em tempo real.

Com ele, o especialista consegue identificar:

  • Presença de refluxo venoso;
  • Obstruções venosas;
  • Trombos antigos ou recentes;
  • Funcionamento das válvulas venosas;
  • Quais veias estão comprometidas.

O exame é fundamental para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento.

O que o ultrassom Doppler mostra na prática?

Durante o exame, o médico avalia a direção e o comportamento do fluxo sanguíneo em diferentes posições. Quando existe insuficiência venosa, o Doppler identifica o refluxo do sangue e permite medir sua extensão e gravidade.

Essas informações ajudam a definir quais veias estão envolvidas e qual abordagem pode trazer melhores resultados.

O que o resultado do exame pode indicar?

O laudo do ultrassom Doppler mostra quais segmentos venosos apresentam refluxo e qual é a extensão do comprometimento. A interpretação desses achados é feita em conjunto com os sintomas e o exame físico, permitindo determinar:

  • O estágio da insuficiência venosa crônica;
  • Quais veias estão envolvidas;
  • Se existe indicação de tratamento conservador ou intervencionista;
  • Qual estratégia é mais adequada para cada caso.

Por isso, o resultado do exame deve sempre ser analisado por um especialista.

Após o diagnóstico, quais costumam ser os próximos passos?

O tratamento depende dos sintomas, da gravidade da doença e das veias comprometidas.

As opções mais utilizadas incluem:

  • Terapia compressiva com meias elásticas;
  • Mudanças de hábitos e controle de fatores de risco;
  • Escleroterapia para tratamento de determinadas veias;
  • Procedimentos minimamente invasivos, como ablação por radiofrequência;
  • Cirurgia vascular em situações específicas.

A definição do tratamento é feita após a avaliação completa do quadro clínico e dos exames.

FAQ — Perguntas frequentes

Insuficiência venosa crônica é o mesmo que varizes?

Não. As varizes são uma manifestação da doença. A insuficiência venosa crônica é a alteração funcional que provoca o refluxo do sangue e o aumento da pressão dentro das veias.

Ultrassom Doppler dói ou precisa de preparo?

Não. O exame é indolor, não utiliza radiação e normalmente não exige preparo especial.

Toda insuficiência venosa precisa de cirurgia?

Não. Muitos pacientes apresentam boa resposta com medidas conservadoras e procedimentos minimamente invasivos. A necessidade de cirurgia depende das características de cada caso.

Avaliação especializada em insuficiência venosa crônica

A insuficiência venosa crônica tende a evoluir ao longo do tempo quando não recebe acompanhamento adequado. O diagnóstico precoce permite controlar os sintomas, reduzir o risco de complicações e preservar a qualidade de vida.

Na IVES, consulta, ultrassom e planejamento terapêutico acontecem de forma integrada, com acompanhamento especializado em cirurgia vascular.

Se você apresenta sintomas persistentes nas pernas ou já recebeu o diagnóstico de insuficiência venosa crônica, agende uma consulta.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica.

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