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Feridas crônicas: qual o papel da terapia hiperbárica na cicatrização?

Postado em: 13/02/2026

Feridas crônicas: qual o papel da terapia hiperbárica na cicatrização?

Algumas feridas não cicatrizam como deveriam. Mesmo com trocas regulares de curativos e cuidados adequados, a recuperação pode ser muito lenta ou simplesmente não acontecer. Para quem convive com essa situação, as dúvidas e preocupações costumam aumentar com o passar do tempo.

Esse é o cenário das chamadas feridas crônicas: lesões que permanecem abertas por semanas ou meses, frequentemente associadas ao diabetes, problemas circulatórios ou outras condições de saúde. Nesses casos, o tratamento exige uma abordagem mais ampla, e a terapia hiperbárica pode ser um recurso complementar importante dentro desse processo.

Neste conteúdo, você vai entender o que é essa terapia, como ela atua na cicatrização e em quais situações pode ser considerada.

O que é terapia hiperbárica e como ela age nas feridas crônicas?

A terapia hiperbárica, também chamada de oxigenoterapia hiperbárica, consiste na inalação de oxigênio puro dentro de uma câmara pressurizada. Durante a sessão, o paciente permanece em um ambiente controlado e monitorado por equipe especializada.

O benefício está relacionado ao aumento da quantidade de oxigênio disponível nos tecidos. Em muitas feridas crônicas, especialmente aquelas associadas a alterações vasculares, a circulação é insuficiente para fornecer o oxigênio necessário ao processo de reparação.

Com a maior oferta de oxigênio, o organismo encontra condições mais favoráveis para retomar mecanismos importantes da cicatrização, como:

  • A regeneração celular e a formação de novo tecido;
  • O combate a bactérias presentes na ferida;
  • O estímulo à formação de novos vasos sanguíneos.

O objetivo é criar um ambiente mais favorável para que a recuperação aconteça de forma mais eficiente.

Quando uma ferida é considerada crônica?

De forma geral, uma ferida é considerada crônica quando não apresenta cicatrização após aproximadamente oito semanas de tratamento adequado ou quando evolui de forma muito lenta.

Entre os tipos mais comuns estão:

  • Úlcera venosa: causada pela insuficiência das veias das pernas, que dificulta o retorno do sangue ao coração;
  • Pé diabético: feridas nos pés de pessoas com diabetes, agravadas por alterações na circulação e na sensibilidade;
  • Feridas por insuficiência arterial: quando as artérias não conseguem levar sangue suficiente até os tecidos.

Em todos esses casos, o problema de base compromete a chegada de oxigênio e nutrientes à região afetada. Por isso, tratar apenas a ferida nem sempre é suficiente para alcançar uma boa evolução.

Quando a terapia hiperbárica pode ser indicada?

A oxigenoterapia hiperbárica pode ser considerada quando a ferida não apresenta a evolução esperada, mesmo com curativos adequados e tratamento da condição que originou o problema.

Ela não substitui o tratamento principal, mas pode complementar uma estratégia terapêutica mais ampla, que geralmente inclui:

  • Controle da doença de base, como diabetes, insuficiência venosa ou doença arterial;
  • Curativos avançados adequados ao tipo de lesão;
  • Tratamento vascular quando necessário;
  • Sessões de terapia hiperbárica conforme indicação médica.

A decisão de incluir a terapia hiperbárica depende de avaliação individualizada. O tipo de ferida, o tempo de evolução, as condições clínicas e possíveis contraindicações precisam ser considerados antes de iniciar o tratamento.

Quais sinais indicam que é hora de procurar avaliação médica?

Nem sempre é fácil perceber quando uma ferida deixou de seguir o processo esperado de cicatrização. Alguns sinais merecem atenção:

  • Ferida que não apresenta melhora após algumas semanas de cuidado;
  • Dor persistente ou que piora com o tempo;
  • Secreção em maior quantidade ou com odor desagradável;
  • Aumento do tamanho da lesão;
  • Escurecimento ou vermelhidão intensa ao redor da ferida;
  • Febre ou sensação de mal-estar associada ao quadro.

Pacientes com diabetes ou doenças vasculares devem ter atenção especial a qualquer ferida nos pés ou nas pernas, mesmo quando parecem pequenas. A avaliação precoce pode evitar complicações e ampliar as possibilidades de tratamento.

FAQ — Perguntas frequentes

A terapia hiperbárica substitui os curativos?

Não. A terapia hiperbárica é um recurso complementar. Os curativos avançados continuam sendo parte fundamental do tratamento, assim como o controle da causa que originou a ferida. O melhor resultado costuma ocorrer quando essas abordagens são utilizadas de forma integrada.

A sessão na câmara hiperbárica é desconfortável?

Em geral, não. O paciente permanece deitado durante toda a sessão, em ambiente controlado e monitorado. É comum sentir uma leve pressão nos ouvidos, semelhante à sensação de uma viagem de avião. Esse desconforto costuma ser temporário e bem tolerado.

Todo paciente com ferida crônica pode fazer terapia hiperbárica?

Não necessariamente. A indicação depende de avaliação médica detalhada, que considera o tipo de ferida, as condições clínicas do paciente e possíveis contraindicações. Por isso, a decisão deve ser sempre individualizada.

Avaliação especializada faz diferença na cicatrização

Feridas crônicas raramente melhoram sem que a causa do problema seja identificada e tratada. Por isso, o cuidado costuma envolver diferentes abordagens, como tratamento vascular, curativos especializados e, em alguns casos, medicina hiperbárica.

A terapia hiperbárica não é uma solução isolada, é um recurso complementar importante para um plano mais amplo de recuperação.

Se você convive com uma ferida que não cicatriza, agende uma avaliação na IVES – Medicina Vascular Especializada.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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